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Longevidade exige planejamento antes e depois da aposentadoria

A maior longevidade dos brasileiros vai exigir maior economia para arcar com gastos maiores, ao mesmo tempo em que os juros mais baixos vão reduzir os ganhos das aplicações, tornando mais difícil acumular os recursos necessários para a velhice.

O alerta é do presidente da BrasilPrev, Paulo Valle, durante o Congresso da Planejar, Associação Brasileira de Planejadores Financeiros. A saída será ter mais disciplina, guardar mais dinheiro e começar o mais cedo possível, alerta.

Segundo Valle, que também participa da Federação Nacional de Previdência e Vida (Fenaprevi), é preciso fazer um bom planejamento dos gastos ao longo da vida, levando em conta também que os hábitos de consumo mudam com o passar dos anos.

“Antigamente se consumia café em grão, depois moído, e hoje compramos cápsulas de café que custam R$ 2,00, para tomar em casa”, cita. Isso tudo tem de entrar no planejamento futuro e nas economias.

Além disso, há o aumento dos gastos com saúde com o avanço da idade. “Cerca de 80% dos gastos com saúde ocorrer nos dois últimos anos de vida”, afirma Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros. “Por isso é preciso ter algum seguro-catástrofe saúde na velhice”.

O setor de previdência privada tem algumas sugestões para compensar esse aumento da longevidade. A principal é estimular as pessoas a guardar dinheiro mais cedo, com mais disciplina, o que passa por investimento maciço em educação financeira e na melhora dos produtos de previdência privada. “Nosso setor de previdência privada ainda é muito jovem, ainda pequeno, mas já tem de se modernizar, ganhar escala”, diz Vale.

“O desafio é que, assim como as pessoas fazem um check-up anual para verificar a saúde, façam também um check-up anual financeiro, que funcione como um gatilho para reorganizar as despesas e as economias para o futuro”, acrescenta Snel.

Um dos “empurrõezinhos” para essa preocupação com a aposentadoria, além da educação financeira, é a própria discussão da reforma da Previdência Social pública, acrescenta Snel.

“A reforma da Previdência é um fator que despertou muito a atenção para a questão da necessidade de a pessoa guardar dinheiro para a aposentadoria”, afirma o empresário.

Melhorias nas regras dos planos de previdência

Entre as melhoras estariam mudanças na legislação dos planos corporativos, que hoje não permitem a pequenas empresas abaterem as contribuições feitas para os funcionários em planos de previdência do imposto a pagar.

“Quem paga o Simples ou por lucro presumido não tem vantagem em contribuir para o funcionário, e deixamos um enorme número de trabalhadores sem essa poupança”, diz Valle. A estimativa é que 41% dos trabalhadores sejam funcionários dessas pequenas e micro empresas.

Outra medida seria dar incentivos maiores para planos individuais, cujos incentivos, como abatimento do imposto e alíquotas menores poderiam ser ampliados. Há propostas até de zerar o imposto nas aplicações superiores a 20 anos. “Além disso, é preciso criar incentivos para os autônomos, que não têm o benefício de abater as contribuições do imposto de renda como os assalariados”, diz.

Valle diz que o setor deve incentivar cada vez mais estratégias comportamentais para estimular a adesão a planos de previdência. É o caso da adesão automática.

“Em vez de o funcionário fazer a opção de aderir ao plano, a empresa já o inscreve e, se ele não quiser, tem de se manifestar para sair”, diz. Essa estratégia vence uma barreira psicológica da inércia das pessoas de começarem a poupar com compromisso de longo prazo. “Na Inglaterra, essa medida simples fez a adesão aos planos de previdência crescer de 2012 a 2016 de 47% para 64% e, na Nova Zelândia, de 17% para 71%”, diz.

Além da adesão automática, Valle sugere a varredura automática, que prevê que se o empregado sair do plano de previdência, após três anos, ele é novamente inscrito automaticamente.

“Há ainda outras ferramentas que podem incentivar a pessoa a guardar mais, como a escalação automática, que vai aumentando a contribuição do plano à medida que a idade e a renda avançam”, diz.

Custo ainda elevado da previdência privada

O custo dos planos de previdência no Brasil ainda é alto, afirma Celso Rosa, CFP, planejador financeiro da AXA Advisors nos Estados Unidos, especialista em aposentadoria e patrimônio imobiliário.

“O Brasil precisa melhorar muito o custo de carregamento, que é bem mais alto que o americano e obriga o investidor a guardar mais”, explica. Segundo ele, parte desse custo vem do tamanho do mercado, ainda pequeno, e da carga tributária, que é mais alta no Brasil.

“É difícil termos produtos semelhantes aos americanos aqui, mas essa é uma realidade que temos também em outros países, como na Europa”, diz. Ele alerta que, com a longevidade, outros problemas precisam ser levados em conta, como a perda de capacidade cognitiva das pessoas. “Há casos de parentes e até profissionais que se aproveitam da senilidade dos idosos para tirar proveito financeiro delas”, diz.

Previ-Saúde volta a ser discutido com o governo

Está em discussão com o governo também o projeto de criar um plano de previdência vinculado à despesas médicas. “Retomamos o assunto com o Executivo de criar um Previ-Saúde, que permitira abater as contribuições e depois o resgate do dinheiro para pagamento de despesas médicas seria isento de imposto sobre o rendimento”, afirma Paulo Valle.

Poderiam ser criados PGBLs e VGBLs com essas características que, segundo Valle, que já foi secretário do Tesouro Nacional, teriam pouco impacto fiscal.

“Hoje os gastos de saúde já são dedutíveis, não haveria grande perda e isso permitiria a criação de uma poupança de longo prazo vinculada que será muito significativa no futuro, com oaumento dos gastos médicos”, explica.

Risco de sobrevivência

Um dos desafios do planejamento financeiro é o chamado risco de sobrevivência, ou seja, o risco de o dinheiro guardado para a aposentadoria acabar antes de a pessoa morrer. Esse risco existe em qualquer lugar do mundo, e não há uma fórmula exata para evita-lo. A crise do subprime de 2008, que devastou as bolsas americanas e reduziu a pó as economias de muitos americanos, é um exemplo desse risco.

“É impossível prever o que vai acontecer daqui 30 anos, mas podemos dizer que a disciplina de guardar é mais importante que qualquer conselho de estratégia que se possa dar”, afirma Valter Police Junior, planejador CFP. “Isso reforça nosso papel de educador dos consutores”, diz.

A disciplina é o principal ponto levantado pelos americanos que conseguiram passar pela crise de 2008, diz Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros.

“Questionados sobre o segredo de conseguir manter as economias, eles não falaram de estratégias de investimento ou mercados, mas de disciplina para guardar”, diz. Outro ponto é a visão desses aposentados americanos sobre sua própria situação. “Eles veem essas quedas dos valores das ações não como perdas, mas uma transferência de renda da geração atual para a próxima, que poderá comprar os papéis mais barato”, afirma.

Investimentos pós-aposentadoria

Snel chama a atenção também para o fato de que, com a longevidade, as pessoas precisam ter estratégias para investir o dinheiro depois da aposentadoria.

“Se uma pessoa se aposenta com 65 anos e vai viver até 90 anos, ela precisará aplicar esse dinheiro por 20, 25 anos, então temos um horizonte de longo prazo que permite uma boa diversificação”, diz. Pode-se por exemplo pensar em aplicações mais agressivas, de maior risco, como ações, para parte do dinheiro, com um horizonte de 20 anos.

Renda vitalícia, parte fundamental

Outro ponto importante é a renda vitalícia, que tem de fazer parte de qualquer plano de aposentadoria, afirma Valle. “Hoje pouca gente opta por transformar o plano de previdência em renda porque tem medo de morrer amanhã e deixar o dinheiro para o banco”, diz. “Ela tem um papel importante, não para todo o dinheiro, mas é uma parte fundamental do planejamento”, explica.

Uma alternativa é que uma parte dos recursos seja transformada em renda vitalícia e a outra parte seja resgatada aos poucos pelo investidor. “O ideal é ter um leque de opções, um pouco de renda vitalícia, um pouco de resgates”, diz, lembrando que as mudanças aprovadas recentemente pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) permitem usar mais de uma forma de conversão dos planos de previdência privada no vencimento, começando com resgate e depois permitindo converter o valor em renda vitalícia. Nos Estados Unidos, há hoje US$ 2 trilhões investidos em renda vitalícia, afirma Carlos Rosa, da AXA.

Renda vitalícia com desconto

Já Snel diz que uma boa estratégia seria comprar a renda vitalícia logo na aposentadoria, aos 65 anos, para ser usada mais adiante. “Se a pessoa pensa que pode viver até os 90, compra a renda vitalícia aos 65 mas válida só a partir dos 80”, explica.

“Como nessas condições há uma chance de 50% de a pessoa não chegar aos 90, a seguradora cobrará um valor menor, até 15% mais barato que se a pessoa comprasse a renda vitalícia aos 80, e com isso o investidor paga mais barato”, diz. Outro conselho de Snel é que a pessoa faça um seguro de vida como planejamento fiscal e para garantir a tranquilidade da família.

“O seguro de vida não entra no inventário, é liberado imediatamente e pode ser usado pela família para se manter ou para pagar as custas dos processos, que podem levar anos até a liberação do espólio”, diz.

Consultoria tem de melhorar

Diante de todas essas alternativas, porém, é preciso que o setor de previdência privada tenha uma boa evolução também na parte de consultoria ao investidor, diz Paulo Valle.

“Temos maneiras diferentes de montar essas estratégias, com mais renda vitalícia ou mais renda diferida, por isso é preciso ter uma boa consultoria que ajude o investidor não apenas a escolher um plano de previdência, mas a organizar sua vida, e isso inclui bastante educação financeira”, diz. “Hoje isso ainda precisa melhorar muito nessa parte de consultoria”, admite.

Ele lembra que a educação financeira é fundamental pois, diferentemente de outros setores, a previdência privada precisa fazer o cliente atingir seus objetivos. “Criamos um relacionamento que pode durar 40, 50 anos e temos esse compromisso com investidor de ele atingir os objetivos”, diz.

Este conteúdo foi originalmente publicado na Arena do Pavini.



Atividade física de baixa intensidade prolonga vida de idosos

Algumas horas por semana de atividade física, mesmo de baixa intensidade, como passear ou se dedicar à jardinagem, podem diminuir o risco de morte nos homens idosos, sugere um estudo publicado nesta terça-feira (20).

O volume total de atividade física está associado a um menor risco de morte por qualquer causa, asseguram os autores do estudo publicado na revista médica British Journal of Sports Medicine.

O estudo mostra que cada meia hora adicional de atividade de baixa intensidade por dia (colocar plantas em vasos, passear com o cachorro, etc.) está associado a uma redução de 17% do risco de falecimento.

Meia hora adicional de atividade moderada ou intensa reduz ainda mais o risco, em até 33%.

“As diretrizes britânicas e americanas sobre a atividade física não mencionam [até agora] nenhuma vantagem de uma atividade de intensidade leve”, indica à AFP Barbara Jefferis, epidemiologista da University College London.

“Mas os resultados do estudo sugerem que todas as atividades, não importa sua intensidade, são saudáveis”, explica.

O estudo teve início em 1978 com cerca de 8.000 homens de entre 40 e 59 anos de 24 cidades britânicas.

Entre 2010 e 2012, os 3.137 sobreviventes passaram por um exame médico e responderam a perguntas sobre seu estilo de vida e qualidade de sono.

O estudo acabou se concentrando em 1.181 homens que usaram um aparelho de acompanhamento do volume e intensidade do exercício físico durante sete dias.

Esses homens, de em média 78 anos, foram submetidos depois a análises periódicas durante cinco anos, um período em que 194 deles faleceram.

Os autores lembram que este tipo de estudos de observação não permitem estabelecer formalmente uma relação de causa e efeito.

Além disso, não está claro se as observações desse estudo podem ser aplicadas às mulheres idosas, embora a priori não haja motivos para que os resultados difiram, acrescentam os pesquisadores.



SENSOR DE QUEDA PARA IDOSOS E CADEIRANTES

Afinal, como funciona um sensor de queda?

By Alfredo Odillon, 21 de dezembro de 2017,

Quedas podem acontecer com qualquer pessoa. Porém, estudos apontam que são mais frequentes em deficientes físicos, crianças, pessoas em recuperação e, principalmente, em idosos. Cair pode representar um alto risco para a saúde, sendo um das principais causas de injúrias. Atualmente este é um problema de saúde pública mundial, podendo afetar gravemente a vida das vítimas e de seus familiares.

Por conta disso há uma busca contínua por sistemas que possam de alguma forma auxiliar as pessoas a resolverem a situação de maneira ágil, aumentando a sensação de segurança. Além do mais, a assistência médica rápida é um diferencial para a redução de algumas consequências negativas das quedas.   

sensor de queda

Nesse ponto é que entra o sensor de queda. Eles permitem não somente a detecção do evento em tempo real, como também são uma forma de solicitar ajuda para a vítima, que pode estar desacordada e não ter condições de pedir socorro imediato. 

Pensando em toda a tecnologia que pode estar envolvida nesse produto fica a pergunta: Afinal de contas, como é que funcionam esses sensores? Como é possível que um equipamento possa identificar o que é uma queda, dentre todos os movimentos que se pode realizar no dia a dia, e reportar com exatidão a necessidade de auxílio?

A resposta não é simples. A atividade desses sensores é determinada por uma programação de um grupo de algoritmos, ou seja, sequências de instruções definidas para realizar ações baseadas em equações matemáticas, nesse caso a partir de variáveis detectadas por dispositivos físicos dentro do equipamento. O resultado a ser monitorado por essas variáveis é determinado através de testes realizados em grupos de controle.

Diversas abordagens tem sido exploradas para viabilizar a detecção de uma queda, sendo que os esquemas de cada sensor dependerão do próprio do fabricante. Para ilustrar o funcionamento do equipamento, a seguir são apresentados alguns sistemas que, se combinados, podem compor um sensor de queda:

Detector de impacto: Dispara uma ação ao identificar uma colisão. Baseia-se em uma combinação entre tempo e posição do objeto (ou proximidade com outros objetos).

Monitoramento da postura: Classifica a postura humana básica – sentado, em pé ou deitado – bem como identifica situações que fogem a este padrão, como uma queda, por exemplo.

Giroscópio: monitora a rotação de um corpo em um espaço tridimensional. Consegue monitorar exatamente para qual direção o usuário está se movendo.

Acelerômetro: Detecta a inclinação dos objetos. Também é responsável por detectar a queda e gerar uma ação, como por exemplo enviar o sinal para o console.

A principal intenção da combinação desses sistemas é a de separar o momento da queda do que seriam atividades da vida diária (AVD). Dessa forma, o sensor terá maiores condições de reportar de forma rápida e eficiente a ocorrência do evento a uma central de monitoramento, a fim de agilizar o atendimento e minimizar as consequências da queda.

Uma vez que um dos principais objetivos da tecnologia na atualidade é o de proporcionar melhores condições de vida, é podemos dizer que o sensor de queda é um passo crucial nessa direção. Esse equipamento, que já está disponível no Brasil para o público, traz aos usuários e familiares mais independência, segurança e comodidade nas atividades da rotina.



Principais Sintomas da Depressão em Idosos

Segundo o IBGE, 11% das pessoas com depressão são idosos. Confira os principais sintomas da depressão em idosos e aprenda como ajudá-los na prevenção.

By Alfredo Odillon, 21 dezembro, 2017

Nem só de boas memórias, sorrisos e sabedoria é feita a terceira idade. Envelhecer, infelizmente, é conviver rotineiramente com perda de entes queridos, surgimento de doenças, redução de renda e muitas vezes isolamento social. Esses fatores, combinados com fatores biológicos (hereditários), podem originar uma doença silenciosa que traz diversas consequências ruins: a depressão em idosos.

Preconceito e falta de conhecimento muitas vezes tornam mais difícil a identificação dos sintomas. Entretanto, o cuidado deve ser redobrado, uma vez que a depressão está entre as principais doenças mentais que atingem os idosos.

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pessoas entre 60 e 64 anos de idade representam a faixa etária com maior proporção (11%) de diagnóstico de depressão. E este índice só vem aumentando com o passar dos anos.

Os fatores que podem estar acarretando no aumento da incidência da depressão em idosos são: aposentadoria e a consequente sensação de inutilidade, falta de realização profissional, redução de renda e dificuldades financeiras, isolamentos sociais, incidência de outras doenças e a morte de amigos e familiares.

Quem cuida (ou ajuda a cuidar) de idosos deve sempre ficar atento aos sinais de depressão, para que o  diagnóstico seja o mais breve possível. Confira os principais sintomas da depressão em idosos e, em seguida, aprenda como ajudá-los na prevenção.

Conheça os principais sintomas da depressão em idosos

Um dos maiores problemas da depressão na terceira idade é a dificuldade do diagnóstico, uma vez que os sintomas frequentemente são confundidos com preguiça, cansaço e alterações de humor característicos da idade.

No entanto, não tratar a doença adequadamente pode culminar em demência e até mesmo Alzheimer. Além disso, também é importante considerar que os sintomas podem ocasionar alimentação inadequada, sedentarismo, isolamento social, e muitas vezes até a falta de higiene. Esses fatores combinados podem não só gerar o surgimento de outras doenças, como também agravar àquelas já existentes.

Para conseguir identificar os sinais de depressão de maneira mais certeira, confira, abaixo, a lista com os principais sintomas.

  1. Humor depressivo durante a maior parte do dia, indicado por relato do idoso ou de terceiros;

  2. Diminuição drástica do interesse ou prazer em atividades antes prazerosas;

  3. Aumento ou diminuição incomuns do apetite,  perda ou ganho significativos de peso;

  4. Insônia ou sono excessivo;

  5. Fadiga ou perda de energia, agitação ou retardo psicomotor (capacidades cognitivas mais lentas).

  6. Sentimentos de inutilidade, culpa excessiva e inapropriada, “complexo de perseguição” ou medo exagerado de doenças graves;

  7. Redução na capacidade de concentração;

  8. Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio;

Os sintomas da depressão acarretam em sofrimento, prejuízos ocupacional e  social. Há situações em que eles podem ser causados por medicamentos, pelo uso de álcool ou por doenças neurológicas, infecciosas, metabólicas, endócrinas e cardiovasculares. Por isso é indispensável recorrer a um médico assim que os sintomas são identificados.

Como prevenir a depressão em idosos

Ainda que exista tratamento adequado para a depressão, prevenir sempre é a melhor opção. A melhor alternativa para evitar a doença, sem dúvidas, é incentivar os idosos à qualidade de vida generalizada, com uma rotina ativa e cultivar boas relações sociais.

Embora possa ser difícil para um idoso com saúde debilitada e situação financeira restrita sair de casa, há uma série de atividades possíveis. Entre elas estão leitura, frequentar cursos gratuitos, visitas a parques, ter encontros rotineiros com amigos e  participar de grupos de ginástica ou de dança de terceira idade na comunidade (muitas vezes gratuitas ou com baixo custo).

Lembre-se que o papel da família é fundamental tanto para prevenir, quanto para identificar os sintomas da depressão. Visitar, dar seu apoio, promover atividades que aumentem a autoestima e fomentem o convívio social são atitudes que podem transformar a vida de um idoso depressivo. Afinal, não é porque estão no fim de sua jornada, que a vida deles deve ser  que ser menos plena e feliz, não é mesmo?

 



Hipertensão: cuidados ao medir pressão facilitam acompanhamento

Escrito por Bruno Valdigem  / Cardiologista - CRM 118535/SP                                                                                                                                                                              

 

hipertensão arterial é responsável indiretamente por milhares de mortes ao ano. Ela é causa e fator independente de morte súbita, e a cada elevação de 10 mmHg (milímetros de mercúrio) na medida da pressão já existe aumento significativo do risco de morte. A hipertensão é responsável por 54% dos acidentes vasculares cerebrais e por 47% dos casos de infarto agudo do miocárdio.

A medida da pressão arterial normal deve ser menor que 130 (máxima) por 85 (mínima). Essa é a medida em milímetros de mercúrio, unidade usada para mensurar a pressão - nesse caso, a pressão do sangue correndo pelas artérias. Outro jeito de falar é em centímetros, que caiu no gosto popular, ficando 13 por 8,5. A pressão arterial é uma medida indireta do quanto o coração esta bombeando de sangue e como a resistência das artérias impede a passagem deste, aumentando a pressão dentro do vaso sanguíneo.

Medidores eletrônicos não necessitam da ajuda de um profissional - Foto: Getty Images

Medidores eletrônicos 

Pessoas com a pressão arterial elevada devem monitorá-la com frequência, e alterações significativas devem ser informadas ao médico. No entanto, é importante seguir instruções simples para aferir a pressão de forma correta, evitando resultados equivocados.

Hoje existem muitos dispositivos eletrônicos para a medida da pressão. Eles permitem que a pessoa seja autossuficiente no acionamento do aparelho, que geralmente é colocado no pulso ou braço. Além dos eletrônicos, temos os de coluna de mercúrio, cada vez mais raros no mercado, e os analógicos (os dois últimos são mais confiáveis, mas dependem de uma pessoa capacitada medindo a pressão).

A medida da pressão arterial deve ser feita em repouso, por pelo menos dois minutos (idealmente cinco minutos), em posição sentada e de bexiga vazia (para evitar que a distensão de bexiga cause desconforto e eleve a pressão). Dê preferencia a momentos em que você ou a pessoa que está medindo a pressão esteja sem dor ou ansiedade extrema.

O braço deve estar posicionado na altura do coração, apoiado em alguma superfície. Braço baixo pode acumular sangue e criar um pequeno edema que falseia a medida. Após o posicionamento do aparelho digital eletrônico, aguardamos trinta segundos, com o manguito permitindo entrada de um dedo sem dificuldade entre a braçadeira e a pele (não deixar muito apertado ou muito solto).

A medida residencial da pressão arterial (MRPA) é uma ferramenta extremamente útil para guiar o tratamento

Evite falar durante a medida. De preferencia, repita a medida apos cinco minutos no aparelho digital, para conferir o resultado. Os aparelhos analógicos e de mercúrio não necessitam disso.

Não faz diferença medir em braço esquerdo ou direito, exceto no caso de doenças da aorta ou nos grandes vasos. Na primeira vez, a pressão pode ser observada nos dois braços para referencia futura - mas essa deve ser feita pelo medico no consultório.

Os aparelhos devem ser calibrados a cada dois a três meses, sendo que os de mercúrio podem ser calibrados menos frequentemente.

A medida residencial da pressão arterial (MRPA) é uma ferramenta extremamente útil para guiar tratamento, e o paciente pode estabelecer um diário, com duas medidas ou mais por semana em horários diferentes e mostrar para o seu medico na consulta.



ELETROCARDIOGRAMA

Como o próprio nome sugere, é um exame que permite a avaliação elétrica da atividade cardíaca (eletricidade que ele produz e transmite na pele), registrada em gráficos que são comparados com gráficos padrão e que indicam, assim, o estado de normalidade ou de alteração dos músculos e nervos do coração.

A atividade elétrica cardíaca é semelhante a energia dos fios de condução elétricos da nossa casa, com lados positivos e negativos. São essas diferenças, captadas por eletrodos sensíveis colocados em pontos específicos do corpo, que são registradas nos gráficos do eletrocardiograma.

Apesar de ser de execução muito simples, o eletrocardiograma é um exame muito importante na cardiologia, pois ele permite diagnosticar desde condições normais de nascença até outras muito graves, como os infartos, crescimento de cavidades, disrritmias,  por exemplo.

Como é o aparelho de eletrocardiograma?

Não basta saber como é feito o eletrocardiograma, Precisamos conhecer o aparelho que realiza o exame.

Se chama eletrocardiógrafo digital e é atualmente bem compacto, conectado no computador de mesa ou num notebook. Tudo para facilitar a geração de arquivos de imagens que serão enviadas para a plataforma de Telemedicina em nuvem onde os Cardiologistas interpretam e liberam o laudo de eletrocardiograma.

Para quem precisa fazer exames em empresas, pode usar o notebook e o aparelho de eletrocardiograma sem precisar de energia elétrica, pois o eletrocardiograma aproveita a bateria para realizar os exames.  Esse aparelho registra a atividade elétrica na pele do paciente e transforma em padrões que o especialista analisa.

Como é feito o eletrocardiograma

Eletrocardiógrafo ECGPC da TEB

 



CONTROLE DE MEDICAMENTO VIX DISPENSER

Controle de Medicamentos com VIX PERS + VIX DISPENSER

Muitos idosos precisam consumir medicamentos regularmente e isso pode ser um grande problema quando sabemos que uma das características do avanço da idade é o esquecimento.

Estima-se que 30% dos idosos que tomam remédios esquecem de seguir os horários prescritos, o que, comprovadamente, reduz a eficácia do tratamento.

As complicações aumentam ainda mais quando se trata da dosagem. Cada medicamento pode ter várias apresentações (comprimidos, cápsulas, gotas, xarope etc.) e, em caso de ingestão da quantidade ou concentração errada, as reações em idosos podem ser muito severas.

Com a idade avançada, a atividade enzimática do fígado diminui, o que afeta a metabolização dos medicamentos. O fluxo sanguíneo e as funções renais também declinam, dificultando a excreção e prolongando, assim, os efeitos colaterais.

Tecnologia para tomar o remédio

É comum que os idosos sintam dificuldade de lembrar das coisas.

Para não esquecer do horário do medicamento, alguns recorrem ao despertador. Para não errar na dose, usam caixinhas de pílulas diárias para separar a quantidade certa.

O problema é que, se o despertador não tocar ou o idoso não abrir a caixinha, não vai tomar o remédio e ninguém fica sabendo.

Para solucionar essa dificuldade, os familiares podem adotar a tecnologia para o controle de medicamentos.

O VIX PERS 4200 é um sistema de emergência pessoal com um botão de emergência, em que a pessoa pode chamar ajuda com um simples toque. Neste equipamento, entre outras funções, é possível configurar lembretes de medicamentos, que serão disparados nos horários programados conforme necessidade do usuário.

Além disso, o VIX PERS 4200 é compatível com diversos acessórios e, um deles é o VIX DISPENSER, um dispensador Eletrônico de Medicamentos.

O VIX DISPENSER  é um dispositivo circular com 28 espaços (nichos) e possui um sensor de atividade interno. Emite um alerta com o VIX PERS nos horários agendados e a medicação é liberada pelo sistema. Ao retirar os comprimidos, o console recebe um sinal que houve a atividade prevista. Caso o usuário não pegue os medicamentos liberados pelo dispensador, o sistema enviará um sinal para a Central avisando que a ação não está completa.

Dessa forma, as chances do idoso trocar ou esquecer de tomar o remédio são quase nulas, pois o sistema acompanha toda a atividade e, a cada situação atípica, os familiares são notificados.

Por isso, é importante escutar a necessidade do usuário na hora de oferecer a melhor solução, pois os acessórios facilitam muito o dia a dia de quem usa e agregam valor à venda.



BOTÃO DE EMERGÊNCIA PESSOAL

As pessoas têm passado muito tempo fora de casa, trabalhando ou estudando, assim como a expectativa de vida está aumentando, logo, há muitos idosos que moram sozinhos. Isso causa grande angústia aos familiares pois, mesmo que os idosos sejam bastante ativos, a idade avançada traz riscos e qualquer possibilidade de acidente é preocupante.

Para isso, há uma alternativa, muito habitual no exterior, que está conquistando adeptos em todo o Brasil: o sistema de emergência pessoal. Trata-se de um equipamento conectado à linha telefônica da casa, que acompanha um botão de emergência, podendo ser utilizado como pulseira ou pingente, durante todo o dia, já que é à prova d’água também. Assim, o idoso não perde sua autonomia e tem como chamar ajuda se precisar.

São inúmeros os benefícios dos sistemas de emergência pessoal. Além da manutenção da independência do idoso e do atendimento 24h, podem ser adicionados acessórios ao equipamento principal, de acordo com a necessidade de cada usuário: sensor de queda, que aciona a emergência automaticamente quando a pessoa cai; dispensador de medicamentos, que lembra o horário correto de cada medicamento e avisa à central se a ação não for executada; detector de fumaça, para socorro em caso de incêndio etc.

Além de todos esses benefícios, o custo mensal é bastante acessível.



Idosos tem Dificuldades para usar Sistemas de Emergência

 Separamos algumas dicas para que você possa ajudar nesse processo.

By Gilson Esteves10 novembro, 2017Sem categoria

Muitos familiares relatam dificuldades para convencer o idoso a usar um Sistema de Emergência Pessoal. Alguns insistem não precisar e criam diversas objeções, outros não entendem exatamente como pode ajudá-los e os familiares temem que, mesmo após a compra, o equipamento não seja utilizado.

A verdade é que a maioria das pessoas têm dificuldade em receber ordens e quando se trata de alguém que sempre teve autoridade e ditou as regras, é ainda mais complicado.

Por isso, separamos algumas dicas para que você, familiar, possa ajudar no processo de aceitação do Sistema de Emergência Pessoal, que será um grande aliado no cuidado de quem você ama!

É natural que, com o avanço da idade, alguns idosos não consigam desempenhar algumas tarefas como faziam algumas décadas antes. É inevitável também que, acostumados com sua autonomia, resistam ao impedimento de executar algumas atividades.

Muitos idosos sequer reconhecem suas dificuldades e, portanto, tendem a rejeitar sua condição de coadjuvante em determinadas situações.

Quando os familiares identificam sinais de que o idoso possa estar exposto a algum risco, buscam alternativas para que ele não fique desassistido em caso de necessidade, como os Sistemas de Emergência Pessoal – console com botão de emergência, conectado a uma Central 24h que pode ser acionada em situações de emergência.

Embora seja um equipamento que promove a manutenção da independência, alguns idosos podem sentir que estão sendo controlados pelos familiares por meio do Sistema de Emergência Pessoal, o que é um grande equívoco.

Confira alguns argumentos para convencer o idoso a usar os Sistemas de Emergência!

#1 Telefone com telefonista 24h

O argumento utilizado, então, é que ela teria à sua disposição um telefone com uma telefonista 24h, acionada com um único botão a partir de qualquer lugar da casa, para atender ou realizar chamadas.

A Central de Monitoramento da Vix Care (telefonista 24h) possui acesso a todos os principais contatos da família e, sempre que há necessidade, pode localizar o filho e solicitar que ele entre em contato com a mãe ou pai.

#2 Preocupação da família

O uso de gatilhos emocionais pode ajudar a convencer o idoso a usar os Sistemas de Emergência Pessoal.

Mostre ao idoso que ele é muito importante para a família e que todos gostam de tê-lo por perto. Diga também que se ocorrer algum acidente ou se ele ficar doente, vocês gostariam de estar cientes.

Para que se sinta seguro, além de ouvir a alegação, ele precisa perceber que a família se preocupa verdadeiramente com ele.

#3 Segurança Pública

Com tanta insegurança, um dos argumentos utilizados para convencimento é o de ação rápida em caso de assalto, sequestro e até violência doméstica.

Há Sistemas de Emergência Pessoal para uso dentro de casa (Vix Pers 4200) e fora de casa (Vix SOS), que são eficazes no pedido de socorro de qualquer natureza.

Essa reflexão costuma ser bem positiva pois algumas pessoas costumam sentir mais medo da violência urbana do que de uma possível queda ou mal estar.

#4 Visita demonstrativa

Outra maneira muito eficaz de mostrar ao idoso a utilidade dos Sistemas de Emergência Pessoal é solicitando uma visita demonstrativa.

Durante a apresentação, nosso representante exibe o funcionamento real do sistema, o que transmite segurança para o usuário. É possível perceber a rapidez do atendimento da Central 24h e a simplicidade do funcionamento do equipamento.

Com tantas opções, fica mais fácil apresentar as vantagens do serviço e convencer o idoso a usar os Sistemas de Emergência Pessoal.